quarta-feira, 19 de novembro de 2014

IBM Verse, um novo conceito para uma nova forma de trabalhar


A IBM lançou ontem, em um evento em Nova Iorque, o IBM Verse. Muito mais do que simplesmente uma nova versão de correio eletrônico, o projeto tem como proposta oferecer uma nova forma de trabalhar, integrando analytics, redes sociais corporativas, mobilidade e cloud. É o primeiro resultado prático de um enorme investimento sendo feito pela IBM em "experiência do usuário".

Todos nós somos, de uma forma ou de outra, refens do email. Recebemos diariamente dezenas de emails em nossas caixas postais, independente de sua importância ou até mesmo de ter sido diretamente enviado para nós ou de termos sido simplesmente copiados. Desta forma, inúmeras mensagens as vezes não são lidas e tarefas eventualmente importantes podem deixar de ser realizadas. O resultado disto é que, a cada semana gastamos cerca de 1/3 do nosso tempo gerenciando emails. Imagine recuperar parte deste tempo e investir em outras atividades.

IBM Design

Para este projeto, a IBM decidiu "começar do zero", tendo em mente a experiência do usuário. Para isso, lançou mão de um novo laboratório, inaugurado em 2012, e sob a liderança de Phil Gilbert, o IBM Design Lab. No lab, centenas de designers oriundos das mais renomadas escolas do mundo, pesquisam e desenvolvem novas interfaces, com o objetivo de tornar a vida dos usuários mais simples. O IBM Verse é o primeiro resultado do invetimento feito no laboratório. Phil Gilbert fez uma excelente apresentação no evento, abrindo detalhes sobre a importância do design nos projetos da IBM.

Analytics, colocando Watson para trabalhar

O IBM Verse tem como proposta usar analytics para entender nossas necessidades, nossos hábitos e como executamos o nosso trabalho. Todo o poder cognitivo do IBM Watson vai ser colocado a disposição para ajudar a sermos mais produtivos. 

Além disso, e talvez até mais importante, ele integra os diversos canais que usamos diariamente para trabalhar como email, mensagens instantâneas e edição de documentos, para citar apenas alguns. Normalmente, usamos estes canais de forma independente. Com o IBM Verse, é quebrado este paradigma e nosso trabalho passa a ser centrado nas pessoas com quem colaboramos.

Ao trabalhar desta forma, as pessoas passam a ser o centro do trabalho e não a nossa caixa de entrada e, consequentemente, temos condições de ser mais efetivos, de tomar decisões de forma mais inteligênte.


Veja o vídeo abaixo:


Quer saber mais sobre o IBM Verse? Inscreva-se neste workshop. Alan Lepofsky, Principal Analist da Constellation Research, Phil Gilbert, General Manager, IBM Software Group Design e Jeff Schick, General Manager da IBM, vão discutir sobre este novo produto e sobre outros detalhes do futuro da colaboração.

Gostou? Quer participar do programa? Clique neste link e inscreva-se!

Perdeu a sessão do lançamento e quer assistir? Clique neste link.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Política e Redes Sociais, postar ou não postar?


As redes sociais se transformaram, nas últimas semanas, em um grande palanque político. Basta abrir o Facebook, por exemplo, e notar que praticamente todos os posts falam sobre política. Definitivamente, este é o assunto mais quente do momento, por motivos óbvios. O tema, no entanto, está longe de ser uma unanimidade e diversos debates, ou polêmicas, surgem aqui e alí. A questão principal é, afinal quando e como devemos publicar no Facebook sobre nossas posições políticas? De forma mais ampla, como nos comportar com relação a temas polêmicos?

Apesar de não existirem regras formais de conduta nas redes sociais, existem, sim, recomendações e uma etiqueta de comportamento. Afinal, mesmo no mundo virtual, a terceira Lei de Newton, também conhecida como Lei da Ação e da Reação, se aplica diretamente. Um post vai, sempre, gerar reações que podem ser explícitas, com comentários ou curtidas, ou não. Já vi casos de amizades desfeitas, situações constrangedoras no trabalho ou no relacionamento com clientes.

Desta forma, no intuito e ajudar, relaciono, abaixo, algumas recomendações básicas. Tem alguma outra? Algum comentário? Contribua.

  1. Seu post = sua opinião: Parece óbvio, mas é importante deixar claro. Quando você compartilha algo, comenta um outro post ou escreve um novo, você está manifestando SUA opinião sobre um determinado candidato ou partido.

  2. Seja respeitoso: Nas últimas semanas, com o aumento do volume de posts sobre política no FB, vem aumentando, também, o número de reações mais emocionais, o que é natural pelo momento que vivemos. No entanto, deve ser observada uma regra básica de comportamento. Não use palavriado inadequado, não promova discriminação de qualquer forma, evite insultos. Em alguns momentos, é melhor esfriar a cabeça e pensar com calma antes de responder a um post.

  3. Seja factual: Apresente fatos concretos. Não crie situações para sustentar suas posições. Fatos e acontecimentos podem ser usados para sustentar sua posição. É um economista? Deixe clara sua formação. É muito ruim ler um comentário sobre política econômica, cheio de emoção e carga política, feito por um profissional de outra área. 

  4. Verifique a fonte e o escritor: A maioria absoluta dos veículos de imprensa defende uma corrente política. Infelizmente, esta é a grande verdade. Tenho conhecidos que compartilham frequentemente artigos de uma publicação online alinhada com um dos partidos políticos disputando a eleição. É claro que o seu conteúdo é tendencioso, natural. O mesmo vale para revistas e jornais de grande circulação. Ao compartilhar informação reconhecidamente tendenciosa, você pode perder credibilidade. Não precisa ser isento, mas saiba o que está compartilhando.

  5. Leia atentamente antes de comentar ou compartilhar: Leia toda a publicação e seus comentários. Muitas vezes o debate já vai longe e seu ponto pode já ter sido discutido e esclarecido. Existe algo mais que você possa acrescentar? Lembre-se das outras dicas acima.

  6. Adicione valor: Esta é uma dica importante. Se você tem conhecimento sobre um ou mais temas da campanha eleitoral, comparilhe sua opinião. Faça com que a discussão tenha mais valor para todos. O que promove a democracia é um debate baseado em fatos e informações. Contribua, compartilhe, sempre deixando claro o que sustenta seus argumentos.

  7. Quantidade de posts: Se você está em campanha por um candidato, é esperado um volume maior de posts. Se não está em campanha, cuidado com o excesso. Política não é um tema que agrada a todos e um número excessívo de publicações pode ter efeito contrário ao desejado. De qualquer forma, sempre cuidado e atenção especial ao conteúdo.

As Redes Sociais estão transformando a sociedade. Pela primeira vez na história da política brasileira, estão sendo utilizadas de forma mais ativa em uma campanha. E, seguramente, terão impacto nos resultados. Faça a sua parte, contribua para o debate, mas sempre de forma respeitosa e construtiva, mirando um Brasil melhor para todos.

Dois pontos adicionais:

  1. De uma amiga... apenas para ficar claro, emoção é tudo na vida! Mas em se tratando de um tema polêmico e um espaço aberto, público, penso que o melhor é ter conteúdo com uma dose de emoção sim, mas não precisa ser grande. Emoção boa é uma conversa sobre política com amigos, em uma mesa de bar.
  2. De um amigo... vale lembrar que, no Facebook, você pode (e deve) controlar quem vê suas publicações. Se é público, está disponível para ser lido por qualquer um.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Never Offline, the age of the wearable devices


Last week in Boston, for customer meetings, I had the opportunity to witness, on American soil, the release of the iPhone 6, the iOS 8 and the Apple Watch. Received with great enthusiasm by a legion of admirers, the arrival of the devices mark the beginning of a new era and were featured on the cover of numerous specialized magazines (or not). Tthe traditional Time magazine, for example, devoted its cover and six pages to the subject, treating it as a paradigm shift and a profound shift on lifestyle. According to the report, speaking directly about the new watch "Apple is not just reviving an old category, it's moving the boundary".

Apple Watch is something new

Wristwatches have been around for decades. They were important in the wars of the last century, in aviation, on sports and gained prominence with sophisticated and expensive models, often attaining the status of jewelry. However, in a large part of the story, its primary function was always tracking the time (and, of course, function as alarm clocks or timers). In the 70s we witnessed the arrival of the first modified model, which became known as "calculator watch". The model won the market and survives today and is easily found in retail stores for about $ 25.00. Since then, no significant advance.

Recently we saw a further shift with the arrival of smart watches. Samsung went ahead and produced more than one million units of the Galaxy line, the report said, without producing large commotion in the market and no signs that it will "catch". Google also launched its model, which so far has not sold half a million units. This is the scenario in which Apple hits the market. The big difference is that Apple comes with more than just a watch. When CEO Tim Cook made the speech launching, repeatedly used the "personal" and "intimate" words. Basically, what Apple is doing is "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

Apple Watch is the bet of the Cupertino company in the area of wearable devices. There are already numerous applications in this area, such as those applied to the area of fitness and health. Companies like Nike, Fitbit, Jawbone and many other already placed apps on the market that allow you to monitor the behavior of your body during physical activity. Apple's proposal is to control a number of personal indicators such as pressure, temperature, heart rate, blood sugar level and more. Definitely, we still lack a clear vision of the scope of what lies ahead.

In this first version, Apple offers adapted versions of famous applications for weather forecast, value of stocks, passbook, photos, maps and more. Everything, of course, connected with an iPhone within reach for functions that require an Internet connection. Furthermore, using the HomeKit app, you can control home devices like your television, house lights, thermostat and more.

One of the big news is "Apple Pay" payment system. The proposal here is to leave behind the current means of payment such as checks and credit cards. Paying with Apple Pay all you need is your Apple Watch. An antenna on the iPhone 6, using the NFC technology (Near Field Communication) and your personal digital allow a payment to be made in seconds.


However, there are challenges ahead. So far, according to Time, the adoption of wearable devices has been slow. The main reason would be the aesthetic issue and also a personal matter. The use of such devices, monitoring personal information and eventually making it available for use by another company, is opening new loopholes in legislative issues. New terms will be needed for personal information to be shared.

As for aesthetics, apparently there was great progress. The first Smart Watches were large and without a proper style. Apple Watches comes with a lot of care with respect to the design and is likely to become objects of desire and even became fashionable.

Corporate Apps

One point not yet explored in this new frontier is the use of this type of device in the corporate world. During the launch, the focus was primarily on the end user. However, when we consider the use of an Apple Watch, or more broadly, of wearable devices, the applications are numerous. In fact, we can not even see all its possible uses.

A few weeks ago, IBM announced a major partnership with Apple to develop business applications for Apple devices. At the time, it was possible to visualize enterprise applications running on an iPad or an iPhone. Now, it opens a new window. For example, applications that allow the monitoring of equipment on an oil rig can gain agility. In addition, you can monitor the health of an employee, even in remote locations.

In conclusion, yes we are living one of those rare moments in which technology can transform our lifestyle and our work environment, just as happened with the advent of Personal Computers, Internet, Social Networks and the iPhone. The era of wearable devices arrived.

If we think of the universe of possibilities now available we cann't foresee wath is still to come around. Adding all this to Watson, we can see huge benefits in several areas such as health, telecommunications and many others.

Also according to Time, the great paradox of this new era is that wearable devices give you more control and, at the same time take away. We will, then, need to decide how much control we want, and how much we are willing to give away.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Never Offline, a era dos disposivitos "vestíveis"


Na semana passada, em Boston, para reuniões com clientes, tive a oportunidade de testemunhar, em solo americano, o lançamento do iPhone 6, do iOS 8 e do Apple Watch. Recebidos com grande entusiasmo por uma legião de admiradores, os dispositivos marcam o início de uma nova era e foram matéria de capa de inúmeras revistas especializadas (ou não). A tradicional Time, por exemplo, dedicou sua capa e 6 páginas ao tema, tratando-o como uma quebra de paradigma, de modelo, de estilo de vida. Segundo a matéria, falando diretamente sobre o novo relógio "Apple isn't just reviving an old category, it's moving a boundary".

O Apple Watch é novidade

Relógios de pulso existem a décadas. Foram importantes nas guerras do século passado, na aviação, nos esportes e ganharam destaque com modelos sofisticados e caros, muitas vezes alcançando o status de joia. No entanto, em grande parte da história tiveram como função básica marcar as horas (ou funcionar como cronômetros ou despertadores). Na década de 70 assistimos ao primeiro modelo "modificado", que ficou conhecido como "relógio calculadora". O modelo ganhou o mercado e sobrevive até hoje, sendo facilmente encontrado em lojas de varejo por cerca de US$ 25,00. De lá para cá, nenhum avanço significativo. 

Recentemente vimos mais uma mudança com a chegada dos smart watches. A Samsung saiu na frente e produziu mais de um milhão de unidades da linha Galaxy, segundo a reportagem, sem produzir grandes estardalhaços no mercado e sem dar sinais de que vai "pegar". A Google também lançou seu modelo, que até o momento não vendeu nem meio milhão de unidades. É neste cenário em que a Apple chega ao mercado. A grande diferença é que a Apple vem com mais do que simplesmente um relógio. Quando o CEO Tim Cook fez o discurso de lançamento, usou repetidas vezes as palavras "personal" e "intimate". No fundo, o que a Apple está fazendo é "asking you to strap a computer to your arm".

Wearable devices

O Apple Watch é a aposta da empresa de Cupertino na área de wearable devices, ou dispositivos vestiveis, se é que esta tradução é aceitável. Já existem inúmeras aplicações nesta área, como aquelas aplicadas a área de fitness e de saúde. Empresas como Nike, Fitbit, Jawbone e muitas outras já colocaram no mercado dispositivos que permitem monitorar o comportamento do seu corpo durante atividades físicas. A proposta da Apple é permitir o controle de um sem número de indicadores pessoais, como pressão, temperatura, batimentos cardíacos, nível de açúcar no sangue e muito mais. Definitivamente, ainda não temos uma visão clara do alcance do que vem pela frente.

Nesta primeira versão, a Apple disponibiliza versões adaptadas de famosos aplicativos como para previsão de tempo, valor de ações, o passbook, photos, mapas e muito mais. Tudo, é claro, conectado com um iPhone ao alcance para funções que necessitem de uma conexão com a Internet. Além disso, usando o app HomeKit, será possível controlar dispositivos domésticos como sua televisão, luzes da casa, termostato e muito mais. 

Uma das grandes novidades é o sistema de pagamento Apple Pay. A proposta aqui é deixar para trás os meios atuais de pagamento como cheques e cartões de crédito. Com o Apple Pay, basta usar o Apple Watch. Uma antena no iPhone 6, a tecnologia NFC (Near Field Communication) e a sua digital permitem que seja feito um pagamento sem questão de segundos.


Nem tudo são flores

No entanto, existem desafios pela frente. Até o momento, segundo a Time, a adoção dos wearables devices tem sido lenta. Os principais motivos seriam a questão estética e também uma questão pessoal. O uso de um dispositivo destes, monitorando informações pessoais e, evenvualmente as tornando disponíveis para uso por outra empresa, abre novas brechas em questões legislativas. Novos termos de uso serão necessários para que informações pessoais sejam compartilhadas.

Quanto a questão estética, aparentemente houve grande progresso. Os primeiros Smart Watches eram grandes e sem um estilo próprio. Os relógios da Apple vem com uma série de cuidados com relação ao design e tem grandes chances de tornarem-se objetos de desejo e até mesmo virar moda.

Aplicações no mundo corporativo

Um ponto ainda pouco explorado desta nova fronteira é o uso deste tipo de dispositivo no mundo corporativo. Durante o lançamento, o foco foi primordialmente o usuário final. No entanto, quando pensamos no uso de um Apple Watch, ou mais amplamente, em wearable devices, as aplicações são inúmeras. Na verdade, ainda nem conseguimos visualizar todas seus possíveis usos.

Faz poucas semanas, a IBM anunciou uma grande parceria com a Apple para o desenvolvimento de aplicações de negócio para os dispositivos da Apple. Na época, já era possível visualizar aplicações corporativas rodando em um iPad ou em um iPhone. Agora, abre-se uma nova janela. Por exemplo, aplicações que permitem o monitoramento de equipamentos em uma plataforma de petróleo podem ganhar em agilidade. Além disso, será possível monitorar as condições de saúde de um funcionário, mesmo em localidades remotas.

Concluindo, estamos sim vivendo um daqueles raros momentos em que a tecnologia pode transformar nosso estilo de vida e nosso ambiente de trabalho, da mesma forma como aconteceu com a chegada dos Computadores Pessoais, da Internet, das Redes Sociais e do iPhone. A era dos wearable devices chegou.

Se pensarmos no universo de possibilidades agora disponível vemos que muita coisa nova vem por aí. Somando tudo isso ao Watson, podemos ver enormes benefícios nas mais diversas áreas, como saúde, telecomunicações e muitas outras. 

Ainda segundo a Time, o grande paradoxo desta nova era está em que os dispositivos vestíveis te dão mais controle e, ao mesmo tempo, tiram. Será preciso, então, decidir quanto controle queremos, e quanto estamos dispostos a abrir mão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Technological Singularity and IBM Watson


On the very first part of the excellent film Transcendence, the scientist Dr. Will Casper (played by Johnny Depp) says that "in a short time their analytical capacity will be much greater than the collective intelligence of every human being ever born in the history of the world." He refers to the project of developing a computer that can think and have feelings as a human being, which would meet the "technological singularity" concept first mentioned by von Neumann in 1958. There are numerous predictions of when we will reach this point, where computational intelligence will surpass all the intelligence ever produced by mankind. Some point to 2050, others to 2100. Behold the film comes to cinemas at the same time that IBM Brazil gets "Watson Center of Competency for Latin America."

As we have seen here in the Explora!, "Watson is much more than a computer, it is the centerpiece of an IBM strategy to develop computational systems with cognitive ability." The fact it is coming to Latin America is of great importance to IBM. More than just building a new data center, IBM is building a competence center with specialists in artificial intelligence and natural language processing. The center brings to Latin America what is most modern in terms of cognitive computing.

The wait was long. Since its launch in 2007, have been years of hard work and research. The Watson decreased in size and gained computational power. One of our main challenges was to teach Portuguese, and its many variations. The ability to read and understand natural language is key to the success of the tasks expected to be performed by the system. Just to get a better idea, currently about 80% of the data produced are not in structured format. Furthermore, this step is important so that Watson can develop hypotheses and, finally, so you can get answers with a high degree of assertiveness.

Lesson learned, time to pack the bags

Watson arrives in Brazil in the last quarter of this year. IBM's goal is clear and immediate: to use Watson in the area of ​​medical diagnostics, in interaction with consumers at retail companies and financial markets.

There is still a long road ahead to reach the "technological singularity" and, surely, IBM is leading this huge transformation. The expected benefits are significant . The learning process is constant. Currently, the system can interpret natural language and answer questions. It is also possible to infer what the next question to be asked.

It is expected that, in some years, Watson will be able to make questions, something still distant. When that day comes, the famous phrase from Voltaire, "Judge a man by his questions rather than by his answers" will have a rereading, "judge a computer by his questions rather than by his answers."

Visit this site to follow every step of Watson.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Singularidade Tecnologica e o IBM Watson


Logo na primeira parte do excelente filme Transcendence, o cientista Dr. Will Casper (interpretado por Johnny Depp) diz que "em pouco tempo sua capacidade analítica será muito maior do que a inteligência coletiva de todo ser humano já nascido na história do mundo". Ele se refere ao projeto de desenvolvimento de um computador capaz de pensar e ter sentimentos como um ser humano, o que iria ao encontro da "singularidade tecnológica", conceito mencionado pela primeira vez por Von Neumann, em 1958. Existem inúmeras previsões de quando atingiremos este ponto, em que a inteligência computacional superará a já produzida pela humanidade. Algumas apontam para 2050, outras para 2100. Eis que o filme chega às salas de cinema no mesmo momento em que a IBM Brasil recebe o "Watson Center of Competency para a América Latina".

Como já vimos aqui mesmo no Explora!, o "Watson é muito mais do que um computador, ele é a peça central de uma estratégia da IBM de desenvolver sistemas computacionais com capacidade cognitiva". O fato dele chegar à América Latina é de grande importância para a IBM. Mais do que a construção de um novo data center, a IBM está montando um centro de competência, com especialistas em inteligência artificial e processamento de linguagem natural. O centro traz para a América Latina o que há de mais moderno em termos de computação cognitiva.

A espera foi longa. Desde seu lançamento, em 2007, foram anos de muito trabalho e pesquisa. O Watson diminuiu de tamanho e ganhou capacidade computacional. Um dos principais desafios foi ensinar nosso português, e suas diversas variações. A capacidade de ler e entender linguagem natural é fundamental para o sucesso das tarefas que se espera que sejam executadas pelo sistema. Apenas para se ter uma idéia melhor, atualmente cerca de 80% dos dados produzidos não estão em formato estruturado. Além disso, esta etapa é fundamental para que o Watson possa elaborar hipóteses e, finalmente, para que possa chegar a respostas com alto grau de acertividade.

Lição aprendida, hora de preparar as malas

O Watson chega ao Brasil no último trimestre deste ano. O objetivo da IBM é claro e imediato: utilizar o Watson na área de diagnósticos médicos, na interação com os consumidores em empresas de varejo e no mercado financeiro. 

Ainda existe uma longa estrada pela frente para atingir a "singularidade tecnológica" e, seguramente, a IBM está liderando esta enorme transformação. Os benefícios esperados das aplicações do Watson são significativos. O processo de aprendizado é constante. Atualmente, o sistema pode interpretar linguagem natural e responder a perguntas. Já é possível, ainda, inferir qual será a próxima pergunta a ser feita. 

Espera-se que, em alguns anos, o Watson seja capaz de elaborar perguntas livres, algo ainda distante. Quando este dia chegar, a famosa frase de Voltaire, "julgue um homem pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas" ganhará uma releitura, "julgue um computador pelas suas perguntas, e não pelas suas respostas".

Visite este site para acompanhar cada passo do Watson.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Reputação Digital e seu blog, uma relação de longo prazo


Um bom número de comentários que recebi sobre o último post, Como construir sua reputação digital?, está relacionado com o ato de escrever, mais especificamente um blog. Definitivamente, não é uma atividade simples, principalmente se você se preocupa em produzir conteúdo de qualidade. Eis que, navegando pelo LinkedIn, encontro um interessante post de uma colega blogueira sobre o tema. Com o título de "I've been blogging gor 8 freaking years", ela apresenta uma lista de razões pelas quais vale a pena manter um blog e relaciona lições que ela aprendeu durante seus 8 anos de blogueira. Quais são algumas destas lições? Veja, a seguir, algumas lições interessantes:
  1. Publique seu conteúdo, simples assim - seguramente, ele vai ter valor para alguem. Um dos grande benefícios da Internet é exatamente o de permitir que conteúdo seja publicado de forma mais ágil e, principalmente, compartilhado. Você tem conteúdo? Publique.

  2. Não tenha receio de sua própria voz - novamente, publique. Seu conteúdo tem valor. Ouça seus leitores, suas críticas e sugestões. Aos poucos você vai se acostumar a publicar conteúdo no formato mais adequado para seu público. Não tenha receio de publicar o que você pensa.

  3. Não importa se ninguem está lendo - lembra do início do Twitter? Não havia ninguem navegando naquele espaço. O mesmo vale para qualquer novo ambiente. Insista, divulgue, faça com que as pessoas saibam que você está escrevendo. No início do Explora! eu enviava emails para uma lista de distribuição sempre que eu publicava um novo post. Ficava chateado quando via que era lido por poucos. Insisti e, aos poucos, o número de leitores foi aumentando. Até hoje, quando publico algo, divulgo nas redes sociais. Essa é a dinâmica.

  4. A maioria das pessoas não escreve brilhantemente bem - são poucos os que dominam a arte de escrever em um formato correto. Erros acontecem, typos podem ocorrer. Leia e busque captar o sentimento, o real conteúdo. Procure desenvolver suas habilidades de escrita.

  5. A grande maioria das pessoas não cria conteúdo, simplesmente repassa conteúdo - se você tem capacidade para publicar conteúdo, siga em frente. A propósito, não tem nada de errado em republicar conteúdo de outras pessoas, desde que, obviamente, a fonte seja mencionada (como no início deste post).
A arte de escrever demanda tempo e disciplina. Demanda investimento em aprendizado e muita vontade de compartilhar. O Explora! completou 7 anos no dia 10 de Agosto. Valeu todo o investimento.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Como construir sua reputação digital?


Fui convidado para palestrar no evento IBM Deeper Insight, em Outubro. Trata-se de um evento virtual, dirigido a novos funcionários da IBM (novos IBMistas), o que inclui todos aqueles que entraram na companhia nos últimos dois anos, bem como novos gerentes. O público esperado é de 90 mil funcionários, mais 18 mil gerentes e executivos. O evento, com três dias de duração, vai contar com apresentações de vários vice-presidentes e, inclusive, com a CEO da IBM, Ginni Rometty. O que esperam de mim? "You are uniquely positioned to share your point of view on IBM's Social Business Portfolio – especially as it relates to our Client Experience.". Dentro de mais de 500 mil funcionários em todo o mundo eu fui convidado para compartilhar minha visão sobre Social Business. Por que fui convidado? Pela minha contribuição com relação ao tema, pela minha participação em projetos, em atividades de pré-venda, em outros eventos, pelo meu blog, pelos artigos que escrevo, enfim, pela minha reputação. Construir uma reputação forte é um dos principais desafios profissionais. Em tempos de Internet e Social Business, saber navegar por estes ambientes virtuais e, ao mesmo tempo, manter uma rede de relacionamentos no mundo real, faz toda a diferença. E como construir uma reputação?

Estudos detalhados com as mais variadas propostas surgem a cada dia, com as mais diversas abordagens. Ao mesmo tempo em que o desafio é grande, seguir uma metodologia e investir no desenvolvimento de sua reputação é absolutamente fundamental para uma carreira de sucesso. E este processo depende, principalmente, de cada um de nós. Esta não é uma missão que faz parte do job description do seu gerente ou mesmo do time de recursos humanos de sua empresa. Cabe a cada um de nós dedicar tempo e energia. Sem ter a pretensão de propor uma metodologia definitiva, relaciono, abaixo, cinco passos para sair do anonimato e se transformar em uma referência em sua área de atuação. Um pequeno alerta. Não estou querendo ensinar ninguem a virar uma celebridade. Reputação e Celebridade, para o contexto deste post, tem sentidos diferentes. A reputação é composta pela bagagem que você vai construindo ao longo do tempo. O conceito de celebridade, aqui, está mais associado ao destaque na mídia por um ou mais eventos.

E quais são os passos a serem seguidos para se construir uma sólida reputação? Abaixo relaciono 5 passos que, se perseguidos com disciplina vão fazer com que você alcance uma excelente visibilidade tanto na sua empresa como no mercado.

1 - Tenha controle sobre sua IMAGEM:

Antes de começar, certifique-se que seu perfil, tanto público como dentro de sua empresa, está bem definido. Atualize seu perfil no LinkedIn, no Facebook e em todas os pontos de referência externos. Sua Universidade tem um portal de ex-alunos? Sua escola? A instituição em que você fez uma pós-graduação? Assegure-se de que, em todos eles, suas informações estão atualizadas e de que estão claras em relação a sua formação e atuação. Se você quer ser reconhecido como um especialista em Social Business, precisa estar certo de que todos saibam, caso visitem suas páginas nestes ambientes. O mesmo vale para a rede interna de sua empresa. Se sua empresa tem uma Intranet, faça com que ela também reflita seus interesses e área de atuação.

2 - Construa sua REDE:

Você é o que a sua rede de relacionamentos diz que é. Sem uma rede, você não é nada. Para construir uma rede, você pode começar participando de eventos, tanto internos quanto externos. Participe, atue, discuta com os outros participantes e identifique aqueles que tem interesses mais próximos dos seus. Em eventos externos, procure conhecer novas pessoas, que podem ampliar a sua rede e aumentar a visibilidade sobre você. Mantenha contato com eles tanto nas redes sociais como participando de outros eventos.

Nas redes sociais como o LinkedIn, por exemplo, participe de grupos. Eles são excelentes pontos de encontro virtual para profissionais com interesses semelhantes. Existem grupos de todos os tipos como aqueles relacionados com instituições acadêmicas, com empresas ou com revistas especializadas. Selecione aqueles que estão mais próximos da sua área, inscreva-se e participe. Comente as publicações feitas por outros membros dos grupos, dê sua opinião, faça perguntas. Enfim, tenha participação ativa. Existem inúmeros fóruns e salas de colaboração no mundo virtual.

Se sua empresa tem fóruns internos de discussão, participe. Se não tem, crie e lidere a iniciativa. Construir sua rede dentro de sua empresa também é fundamental para sua reputação.

3 - Transforme-se em uma AUTORIDADE:

Uma Autoridade em um assunto qualquer produz conhecimento. O processo de construção da reputação demanda que você produza e publique conhecimento. Inspire-se, escreva e publique. É importante a produção de conteúdo de sua autoria, e não apenas o compartilhamento de material de terceiros. Claro que compartilhar deve fazer parte do processo, mas criar conteúdo é onde você vai mostrar seu valor. Se você não gosta de escrever, procure desenvolver-se na técnica. Existem inúmeras metodologias. Não precisa começar escrevendo um livro, publique um post com dois ou três parágrafos e vá elaborando aos poucos.

Que tal começar um blog? São textos relativamente curtos e um excelente formato para você construir um acervo de conhecimento e uma rede de relacionamento em torno do mesmo. Escreva e divulgue, faça com que sua rede veja sua produção. Incentive os comentários, sejam críticas ou sugestões. Esta é a dinâmica. Comecei a escrever o Explora! em 2007 e é uma excelente plataforma para compartilhar conhecimento e construir uma rede de relacionamentos.

4 - Transforme-se em um AUTOR:

Uma vez que tenha começado a produzir conhecimento e a registrá-lo em blogs, o próximo passo é um pouco maior. Procure escrever artigos mais longos para publicações especializadas. Neste momento, o mercado começa a ver sua carreira profissional de forma diferente. Mais do que simplesmente compartilhar conhecimento em um blog (que, como vimos anteriormente, é um passo importante), ao publicar em revistas especializadas existe um reconhecimento implícito. Afinal, ninguem é convidado para escrever uma matéria em uma revista se não for reconhecido com especialista na área. Sua reputação já está atingindo um bom nível e os primeiros resultados começam a aparecer.

Para se iniciar na arte de escrever um livro, um eBook pode ser uma boa idéia. Você vai praticar a difícil arte de estruturar o livro, de escrever capítulos, de revisão, da publicação e da divulgação do mesmo. É um trabalho maior, que vai demandar muito mais tempo e disciplina. É interessante também pois, durante a revisão, você vai interagir com outras pessoas. Eu publiquei dois ebooks, o primeiro com o título de "Afinal, o que é Social Business" que é uma coletânea de posts do Explora! e o segundo, "A Jornada Social", uma experiência, uma forma diferente de abordar o conceito de Social Business, em um formato romanceado, inspirado no excelente livro A Meta, de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox.

5 - Transforme-se em um PALESTRANTE:

Uma vez que você tenha construido uma sólida reputação, é hora de compartilhar seu conhecimento em outros ambientes. Naturalmente, neste momento, você vai ser convidado para palestrar em eventos, dar entrevistas e participar de pesquisas junto com analistas de mercado. Você já tem reputação, agora o mercado quer te ouvir e aprender com você. Novamente, este é mais um desafio pois muitas pessoas não sentem-se bem para falar em público. Vale seu investimento para desenvolver técnicas. Esteja seguro de que falar sobre algo que você domina é bem mais fácil do que você imagina. Você vai se surpreender!

Conclusão:

A estrada é longa. Não espere resultados em pouco tempo. Lembre-se da diferença entre celebridade e reputação e esteja seguro de que reputação é algo que se conquista com inspiração, conhecimento, disciplina e muito suor. O resultado é extremamente positivo e vale todo o investimento. Construa sua reputação, sua marca, e diferencie-se no mercado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Internet das Coisas e Redes Sociais Corporativas na Amcham Brasil

A Amcham Brasil, unidade de Curitiba, estará patrocinando uma ampla discussão sobre o tema Internet das Coisas, no próximo dia 13 de agosto. O objetivo é fomentar uma discussão com os membros da entidade sobre como esta tendência, junto com o mundo das Redes Sociais Corporativas, vem transformando a forma como o trabalho é feito. Fui convidado para palestrar sobre o tema. Será uma conversa bem interessante!

Mais detalhes sobre o evento:

CURITIBA
GESTÃO EMPRESARIAL

Internet das Coisas

Participe desse evento.
A popularização das redes sem fio e o barateamento de chipsets fazem com que a internet seja cada vez mais utilizada para conectar objetos. Essa realidade, aliada às projeções de crescimento, colocam em questão a preparação da infraestrutura para receber este fluxo e seus impactos na tomada de decisão por gestores de rede e desenvolvedores de aplicações.
Do uso crescente, por parte de empresas de todos os portes, das tecnologias de colaboração social para aumentar a produtividade e manter melhores relacionamentos entre clientes e fornecedores, vem à pauta o segundo tema do encontro: “A Jornada Social”, que apresentará os principais desafios e benefícios alcançados pelas empresas, e quais os principais envolvidos neste processo.

PROGRAMAÇÃO

Internet das Coisas
08h30 - Credenciamento e Welcome Coffe
09h00 - Inicio da palestra Internet das coisas – Infraestrutura Com Claudio Saes
09h55 - Intervalo coffee
10h05 - Inicio da palestra Internet das coisas nas Redes Sociais Corporativas com Flavio Mendes
11h00 - Debates e Perguntas
11h30 - Encerramento

INFORMAÇÕES

Contato: Fernando Balotin Carreiro
Tel.: 041 2104-9350
E-mail: fernando.carreiro@amchambrasil.com.br
Local: A Amcham Curitiba fica localizada próxima ao BIG Av. das Torres.

CURRÍCULO DO PALESTRANTE

Flavio Gusmao De Figueiredo Mendes, formado em Matemática com especialização em Informática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado pela Faculdade de Economia e Administração da própria Universidade, além de pós no IBMEC-RJ e também na Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte/Nova Lima. Trabalho na IBM há 20 anos dos quais 18 na área de Software, mais especificamente em Soluções de Colaboração. Nos últimos anos, especializou-se em Portais e em Redes Sociais. Participando de projetos na área de Colaboração em clientes das mais variadas indústrias e portes. Blogueiro desde 2007, atualmente dedicado a Explorar a discutir temas relacionados com Social Business e Cloud.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

IBM Digital Experience 2014, Anaheim, California


Anaheim é uma cidade conhecida por seus parques de entretenimento como a Disney e o Knott's Berry Farm e, claro, pela beleza do sul da Califórnia. Esta semana, executivos e especialistas da IBM, de parceiros de negócio e de clientes na área de "Experiência Digital" se reunem para discutir as principais tendências da área. São dezenas de sessões apresentando casos de sucesso de clientes bem como os desafios da integração das diferentes tecnologias e metodologias. O pano de fundo para o evento é a profunda transformação que vem acontecendo na relação entre empresas, funcionários e consumidores, que demanda um novo relacionamento entre profissionais de marketing e tecnologia. Foram-se os tempos em que conhecer as últimas dez compras de um cliente era suficiente. O desafio do momento é sugerir as próximas 10?

Não vivemos mais nos tempos da mala direta e do telemarketing. Novos canais digitais tem ampliado os pontos de contato entre empresas e clientes. Portais de relacionamento, aplicativos para smartphones e tablets, análise de sentimento e análise preditiva vem transformando a relação e, claro, trazendo novos desafios. O cliente tem hoje em mãos mais informação e poder do que jamais teve.

A nova relação com o cliente se insere dentro de um amplo ecosistema que tem como características:
  1. Componentes presenciais e virtuais - os novos pontos de contato levam a relação para ambientes virtuais, quebrando as barreiras das lojas e dos pontos de venda tradicionais. É preciso garantir que o cliente tenha acesso a diversos canais de contato, tanto os presenciais como os virtuais.

  2. Experiência única - a implementação de novos canais deve oferecer uma experiência única. Em muitos casos uma transação pode iniciar em uma loja e ser concluída em um tablet, em outro momento. O cliente deve navegar facilmente de um canal para o outro, tendo uma experiência similar, fluida, contínua.

  3. Experiência em tempo real - o rítmo em que as transações ocorrem acelerou bastante e a expectativa dos clientes é ter um atendimento em tempo real. O novo cliente tem interesse em realizar as transações de forma simples e rápida. Em poucos cliques uma transação deve ser cocluída, sob o risco de um cliente simplesmente abandonar suas compras no carrinho virtual.

  4. As relações devem ser permanentes - empresas devem construir relacionamentos mais longos com os clientes e não apenas limitados a uma simples transação. Para isso, precisam conhecê-los melhor e oferecer mais do que simplesmente um produto ou serviço, precisam oferecer uma experiência ampla.

  5. As relações devem oferecer valor - ao mesmo tempo em que precisam ser permanentes, devem oferecer algo que o consumidor ou o funcionário tenha real interese, algo que tenha valor para eles. É aí que empresas vão se diferenciar umas das outras. A relação é uma troca, uma via de duas mãos.

  6. É preciso conhecer mais do que simplesmente "dados" do seu cliente - análise de sentimento, análise de estilo de vida e predição de compras são apenas algumas das novas fronteiras a serem exploradas. Como dito anteriormente, mais importante do que conhecer as últimas dez compras realizadas por seu cliente é poder sugerir as próximas 10 e, para isso, é fundamental utilizar as tecnologias adequadas.

De acordo com S. Powers, Vice Presidente da Forrester e keynote speaker do evento, vivemos a "era do cliente" (age of client), marcada por três tendências principais:
  1. Foco no ciclo de vida da relação com o cliente e não somente na aquisição de novos clientes. É fundamental desenvolver e manter uma relação de longo prazo com seus clientes.

  2. Análise das tecnologias que suportam a relação com clientes e funcionários. O universo de soluções disponíveis é amplo e deve contemplar três principais dimensões: Medições, Entrega e Gerenciamento (measure, deliver and manage). "Medições" usam tecnologias como web analytics e A/B testing para analisar o comportamento dos clientes, suas preferências e tendências. "Entrega" lança mão de soluções para apresentação e interação com clientes, como portais e redes sociais. "Gerenciamento" vai cuidar de conteúdo, fontes de dados, etc.

  3. Mais do que simplesmente gerenciar dados dos clientes, é preciso extrair conhecimento deles. Somente neste momento teremos real benefício sobre os dados e poderemos trabalhar com ferramentas de análise preditiva para ampliar e extender o relacionamento para novas dimensões.
Para contemplar todos estes pontos e construir relações saudáveis com clientes e funcionários, é preciso lançar mão de tecnologia de ponta e construir relações fortes entre as áreas de tecnologia e de marketing. As novas tecnologias devem ser simples, de fácil uso, de modo a reduzir a demanda da área de TI e agilizar o processo de publicação de informações e de novas ofertas.

Neste cenário, a IBM anunciou em Maio o conceito de "IBM ExperienceOne". Mais do que uma tecnologia, o conceito engloba áreas como portais de relacionamento, redes sociais, smarter commerce e analytics para oferecer, como o nome diz, uma experiência única, integrada e intuitiva. O vídeo abaixo dá uma excelente visão sobre este conceito.


IBM ExperienceOne é o resultado de esforços de IBM Research e de mais de US$ 3 bilhões de investimento em aquisições de empresas para compor um portfolio completo de soluções. Visite o site para conhecer as soluções disponíveis e entender como clientes já estão utilizando este conceito para criar relações mais permanentes e valiosas com seus clientes.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

IBM e Apple formam parceria para mudar o conceito de mobilidade corporativa


Quando duas grandes empresas, líderes globais e que tem a inovação no seu DNA, resolvem juntar forças, podemos esperar grandes transformações. Na última semana, IBM e Apple anunciaram seus planos, extremamente ambiciosos e que prometem revolucionar a forma como empresas tratam a questão da mobilidade. O resultado será a soma da longa experiência e sucesso da Apple em "experiência do usuário" com soluções de big data, analytics e social business da IBM.

Todos temos plena consciência da enorme transformação que os dispositivos móveis trouxeram para nossas vidas pessoais. Ao acordarmos, na maioria das vezes a primeira coisa que fazemos é verificar em nosso smartphone as notícias do dia, email, redes sociais, etc. No entanto, ainda existem limites para o uso corporativo de smartphones e tablets. Questões como segurança, gerenciamento de dispositivos e integração são fundamentais para garantir um uso adequado destes dispositivos. 

Para uma empresa qualquer, o ato de colocar um dispositivo móvel nas mãos de um funcionário é muito mais do que simplesmente entregar um aparelho celular para seu uso. É fundamental que o dispositivo esteja inserido dentro de uma plataforma de serviços especiais. Por exemplo, uma senha com critérios avançados de segurança deve ser utilizada e modificada dentro de determinados períodos de tempo. Devem haver ações claras para eliminar o conteúdo do dispositivo, em caso de perda ou furto. As informações devem ser criptografadas e cópias de segurança devem ser feitas de tempos em tempos. E estas são apenas algumas das preocupações que devem ser observadas.

A parceria da IBM com a Apple prevê o desenvolvimento de mais de cem soluções corporativas, desenvolvidas do zero e tendo como objetivo satisfazer os altos índices de segurança exigidos por empresas que desejam explorar a mobilidade. 

Estes são alguns dos pontos que podemos esperar:
  1. IBM MobileFirst for iOS - Uma nova geração de soluções corporativas explorando os conceitos avançados de mobilidade do iOS e desenvolvidas por especialistas com o enorme conhecimento de indústria que a IBM possui.
  2. IBM MobileFirst Platform for iOS - Uma plataforma completa, na nuvem, para o desenvolvimento de novas aplicações e soluções corporativas para o iOS.
  3. AppleCare for Enterprise - A parceria prevê que a IBM vai trabalhar junto com a Apple para oferecer o AppleCare para empresas interessadas, incluindo suporte telefônico, por email, reparo e troca de dispositivos, quando necessário.
  4. IBM MobileFirst supply and management - Será uma solução completa de compra e gestão de ciclo de vida dos dispositivos que vai permitir aos próprios funcionários gerenciar seus dispositivos, tornando todo o processo muito mais simples e ágil.
Como parte da parceria, a IBM vai vender iPhones e iPads já com as soluções corporativas avançadas.

A capacidade transformadora desta parceria vai muito longe. Atualmente, já realizamos boa parte de nosso trabalho fora do escritório. Milhões de profissionais utilizam notebooks para executar suas tarefas. Uma das grandes ondas comportamentais/tecnológicas dos últimos anos é a conhecida BYOD (Bring Your Own Device), onde empresas aceitam que funcionários utilizem seus próprios dispositivos móveis para trabalho. No entanto, grande resistência é sempre colocada com relação à segurança e ao real valor das aplicações "de negócio" disponíveis. E é exatamente com relação a estes dois pontos que esta parceria pode ter seus melhores resultados.

Eu uso dois dispositivos no meu dia a dia, um iPhone e outro, corporativo. Sinceramente, não vejo a hora de usar apenas um, com todas minhas aplicações corporativas, com segurança, gerenciamento, e com uma experiência final que, atualmente, só a Apple pode oferecer. Tanto meu iPhone como meu iPad tem condições de oferecer um nível de mobilidade corporativa absolutamente único, diferente de outras plataformas.

Quer saber mais, clique aqui. E veja o vídeo abaixo.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Soccer, Brazil's passion, and big data, a relationship of love and hate


In a room located on the ninth floor of the IBM building, in Botafogo, Rio de Janeiro, a group of researchers and consultants closely watch the games of the World Cup. They watch every game, fueled by a lot of pizza and sodas. Like all Brazilians, vibrate with the best plays and suffer with the quality of some games. However, more than supporting a or b, they are there working on a IBM Reseach project. What they do is "listen" to all the fans who "speak" on Twitter about the games and the players and, from there, try to understand if they are liking it or not. The objective is to demonstrate a technology developed at IBM labs, and transformed into service, which makes analysis of Sentiments in Social Networks, named FAMA (Fame, in portuguese, and also the godess of rumor).

The process is complex. Hundreds of thousands of tweets are posted every game. Only in yesterday's game between Brazil and Cameroon, a player, Neymar, had its name mentioned on 409,971 posts. He got 50,000 tweets more than the game between United States and Portugal. Not bad for a single player. At the end of the first half, he got positive comments in 43% of all tweets .

During the game the team of Brazil received 1,563,387 entries, and the team of Cameroon, 130 846. Among the references to our team, 45% were positive, 16% were neutral and 39% negative. Definitely, we do not have unanimity regarding our national team.


"Termômetro Social",
the Globo organizations app "Segunda Tela"
How to stay tunned?

All results of the analyzes are published in social media, currently on the ESPN site, and a partnership with Globe, through application of the "second screen". See below how to monitor:
  • The website of ESPN, Torcida nas Redes, presents the analyzes made by IBM team.
  • The app "Segunda Tela da Globo" allows fans to participate in chats, shows general statistics about the games and provides the tracking of sentiment in the social network (the latter in partnership with IBM)


And how it works?

The process is very interesting and happens in real time. On a high level, FAMA monitors everything that is posted on Twitter about "World Cup". To do this, he needs the support of a special dictionary that basically allows the system to know if the tweet is about football or not (for other applications other dictionaries should be used). Each tweet is analyzed and if it has identified adherence to the theme, he is selected to be studied. From there, 5 steps happen:
  • The words composing each tweet are separated from each other in a process called parser (or tokenization)
  • Then the words are normalized, that is, errors are corrected and eventually synonyms are used
  • After that, each word is categorized according to the rules of the Portuguese grammar. Adjectives, nouns, verbs, and so on are identified.
  • Following, the lemma is found for each word. This is a particularly difficult step because it depends on the context (this is not just to find the root of a word)
  • Finally, the "sentiment" of each word is returned. It can be positive, negative or neutral.
The "sentiment" returned for each word was previously learned by other techniques and repetition (it is, technically speaking, taught to the algorithm). Once we have the sentiment of a word, we must now simply calculate the entire tweet sentiment. Finally, a statistical analyzer will calculate the frequencies with which the players' names are mentioned, with the most frequent themes are used, and so on. The result is then presented in a comparative way.

The process is fairly complex. We all know that words can have different meanings depending on how they are used. For example, the verb "go" is usually mild but in football, when used in "Go Brazil" has a positive connotation. But when it is used in "let's go, the game is bad," has a negative meaning. Likewise, the treatment to be given to other words passes through the same challenge. To solve it, a manual preliminary processing, where analysts assemble a table of polarity is necessary.

Where else FAMA can be used?

Apply all this technology and methodology in other environments is the main focus of IBM. Cognitive computing appears as the next big promise of the technology industry. Analyze large amounts of data available on social networks have the potential to provide extremely valuable insights to companies of all industries and sizes. Imagine being able to analyze, in real time, the feeling of the customers of a bank with respect to a new product launched in the market and make adjustments to marketing campaigns immediately. Or the ability to offer differentiated products and services, based on the feelings of their customers. The applications are enormous and can transform various industries such as retail, financial services, and many others.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Futebol, a paixão do povo, e big data, uma relação de amor e ódio


Em uma sala localizada no nono andar do edifício da IBM em Botafogo, no Rio de Janeiro, um grupo de pesquisadores e consultores acompanha atentamente os jogos da Copa do Mundo. Eles assistem a todos os jogos, alimentados por muita pizza e refrigerantes. Como todo brasileiro, vibram com os melhores lances e sofrem com a qualidade de alguns jogos. No entanto, mais do que torcer, eles estão ali trabalhando, em um projeto da IBM Research. O que eles fazem é "ouvir" tudo o que os torcedores "falam" no Twitter sobe os jogos e os jogadores e, a partir daí, tentam entender se estão gostando ou não. O objetivo é demonstrar uma tecnologia desenvolvida nos laboratórios da IBM, e transformada em serviço, que faz Análise de Sentimentos em Redes Sociais, e que foi batizada de FAMA.

O processo é complexo. São centenas de milhares de tweets a cada jogo. Apenas no jogo de ontem, entre Brasil e Camarões, um jogador, Neymar, teve seu nome mencionado em 409.971 posts. São 50 mil tweets a mais do que o jogo entre Estados Unidos e Portugal. Nada mal para um único jogador. Ao final do primero tempo, ele teve avaliação positiva em 43% das publicações. 

Durante o jogo o time do Brasil recebeu 1.563.387 menções e, o time de Camarões, 130.846. Dentre as menções ao nosso time, 45% foram positivas, 16% foram neutras e 39% negativas. Definitivamente, não temos unanimidade com relação a nossa seleção.

Termômetro Social,
no aplicativo Segunda Tela, da Globo
Como acompanhar:

Todos os resultados das análises sociais são publicados na mídia, atualmente no site da ESPN e, em uma parceria com a Globo, atraves do aplicativo "segunda tela". Veja abaixo como acompanhar:

  • O site da ESPN, Torcida nas Redes, apresenta as análises feitas pelo time da IBM.
  • O aplicativo "segunda tela da Globo" permite que torcedores participem de um chat, mostra estatisticas gerais sobre os jogos e possibilita acompanhar o sentimento nas rede sociais (este último em parceria com a IBM)

Infográfico do Torcida nas Redes, do site da ESPN
E como isso funciona?

O processo é bem interessante e acontece em tempo real. O FAMA monitora tudo o que é postado no Twitter sobre o tema "Copa do Mundo". Para fazer isso, ele precisa do suporte de um dicionário especial que, basicamente, permite ao sistema saber se o tweet é sobre futebol ou não (para outras aplicações devem ser utilizados outros dicionários). Cada tweet é analisado e se for identificado que ele tem aderência ao tema, ele é selecionado para ser estudado. A partir daí, acontecem 5 etapas:
  1. As palavras que compõem cada tweet são separadas umas das outras em um processo conhecido como parser (ou tokenization)
  2. Em seguida, as palavras são normalizadas, ou seja, erros são corrigidos e, eventualmente, sinônimos são empregados
  3. Depois disso, cada palavra é categorizada de acordo com as regras da gramática portuguesa. São identificados os adjetivos, substantivos, verbos, etc
  4. A seguir, é encontrado o lema de cada verbo. Esta é uma etapa particularmente difícil pois depende do contexto (não é simplesmente encontrar a raiz de uma palavra)
  5. Para finalizar, o sentimento de cada palavra é retornado. Ele pode ser positivo, negativo ou neutro.
O sentimento retornado para cada palavra foi previamente aprendido através de outras técnicas e da repetição (ele é, tecnicamente falando, ensinado ao algorítmo). Uma vez que tenhamos o sentimento de uma palavra, precisamos agora simplesmente calcular o do tweet inteiro. Finalizando, um analisador estatístico vai calcular as frequências com que os nomes dos jogadores são mencionados, com que os temas mais frequentes são usados, e por aí vai. O resultado é, então apresentado, de forma comparativa.

O processo é bastante complexo. Todos sabemos que palavras podem ter um sentido diferente dependendo da forma como são usadas. Por exemplo, o verbo "vamos" é, usualmente, neutro mas, no futebol, quando usado em "vamos Brasil", tem uma conotação positiva. Já quando é usado em "vamos embora, o jogo está péssimo", tem sentido negativo. Da mesma forma, o tratamento a ser dado a outras palavras passa pelo mesmo desafio. Para resolvê-lo, é necessário um processamento preliminar manual, onde analistas montam uma tabela de polaridade.

Onde mais o FAMA pode ser usado?

Aplicar toda esta tecnologia e metodologia em outros ambientes é a grande aposta da IBM. A computação cognitiva aparece como a nova grande promessa da indústria de tecnologia. Analisar as grandes quantidades de dados disponíveis nas redes sociais tem o potencial de oferecer insights extremamente valiosos para empresas de todas as indústrias e portes. Imagine poder analisar, em tempo real, o sentimento dos clientes de um banco com relação a um novo produto lançado no mercado e fazer ajustes nas campanhas de marketing imediatamente. Ou a possibilidade de oferecer serviços e produtos direferenciados, com base nos sentimentos de seus clientes. As aplicações são enormes e podem transformar várias indústrias como o varejo, serviços financeiros, e muitas outras.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

The price of hiring the wrong professional


Hiring the wrong professional is expensive. We all know that. You incur in numerous expenses, some provided by law, with the termination of the employee. Not to mention the cost of the hiring process and of course the wasted time. Want to know how much it costs? 19.8 billion dollars. This is the result of a study by PwC and LinkedIn developed with the data from  companies in 11 countries, including the Netherlands, UK, Canada, Singapore, United States, Australia, France, Germany, India, China and Brazil.

The project was based on interactions of 277 million users and LinkedIn information from 2,600 customers of PWC. A crossing was made of this information considering that "terminated employees with less than one year of employment potentially represent an error in the hiring process." After all, if the process was well done, it is expected to stay longer in their jobs.

There is a discussion in the market regarding the permanence of staff for longer than one or two years on the job, especially with respect to the younger generations, their individuality, independence and little stability in jobs. However, it is definitely not reasonable to expect that a new employee be less than one year in a new position. Regardless of who initiates the shutdown process if the employee or employer, it is not really reasonable.

Hiring  processes will run well beyond a simple analysis of a Curriculum Vitae and interview. Currently, the amount of information available in social networks is a key factor for a good analysis of a candidate. Companies of all sizes and industries have increasingly used these public information on their processes for talent. And they are published by the candidates themselves, and their coworkers.

Admittedly, for a professional attain a full development into a new position, takes time to settle in and start producing, also known as onboarding. This process takes time. Companies have invested in facilitating this process that goes beyond simply following a checklist. It is important to understand that, in addition to the more common items obtaining an extension, provide a workstation or a line of cell phone, also need to take care of cultural adaptation. By doing so, we will streamline the process and make the new employee start producing earlier. And to ensure that the process to happen the way we want, there are methodologies and services that can be hired for this. An example is the IBM Onboarding.

To illustrate, IBM, just last year, contacted more than one million candidates around the world. And, with the analysis of social networks and some changes in HR processes, the cost of hiring fell approximately 40%. A few years ago, about 4 in 10 recruitment procedures needed the support of a headhunter. Currently, this demand has dropped to 10%. Other companies such as Natura and Nextel have also increasingly used social media in their hiring processes.

In short, hiring the right candidate is a critical process that demand enormous attention and methodology. The price to be paid by a erroneous hiring is very big. Times have changed and we need to go beyond a simple analysis from CV and one or more interviews. The use of the information published on social networks together with changes implemented  in HR processes can assist managers in finding the correct professional.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O preço de contratar o profissional errado


Contratar o profissional errado sai caro. Todos sabemos disso. Incorremos em inúmeras despesas previstas em lei com o desligamento do funcionário. Isso sem falar no custo do processo de contratação e, claro, no tempo perdido. Quer saber quanto custa? 19,8 bilhões de dólares. Esse é o resultado de um estudo feito pela PWC e pelo LinkedIn em empresas de 11 países, como Holanda, Reino Unido, Canadá, Singapura, Estados Unidos, Austrália, França, Alemanha, Índia, China e Brasil.

O projeto se baseou em interações de 277 milhões de usuários do LinkedIn e informações de 2.600 clientes da PWC. Foi feito um cruzamento destas informações considerando que "funcionários demitidos com menos de um ano de emprego representam potencialmente um erro no processo de contratação". Afinal, se o processo foi bem feito, é esperado que ele fique por mais tempo no seu emprego.

Existe uma discussão no mercado com relação a permanência de funcionários por um tempo maior do que um ou dois anos no emprego, principalmente com relação às gerações mais novas, sua individualidade, independência e sua pouca estabilidade em empregos. No entanto, definitivamente não é razoável esperar que um novo funcionário fique menos de um ano em um novo cargo. Independente de quem inicia o processo de desligamento, se o funcionário ou o empregador, isso realmente não é razoável.

Processos de seleção bem executados vão muito além de uma simples análise de um Currículo Vitae e de entrevistas. Atualmente, a quantidade de informações disponíveis nas redes sociais é um fator determinante para uma boa análise de um candidato. Empresas de todos os portes e indústrias tem usado cada vez mais estas informações públicas em seus processos de busca de talentos. E elas são publicadas pelos próprios candidatos, além de seus colegas de trabalho.

É certo que, para um profissional atingir um nível de desenvolvimento pleno em uma nova posição, demanda tempo para se instalar e começar a produzir, também conhecido como onboarding. Este processo toma tempo. Empresas tem investido em facilitar este processo que vai além de simplesmente seguir um check-list. É importante entender que, além dos ítens mais comuns como obter um ramal, fornecer uma estação de trabalho ou uma linha de telefone celular, também precisamos cuidar da adaptação cultural. Agindo desta forma, vamos agilizar o processo e fazer com que o novo funcionário comece a produzir mais cedo. E, para garantir que o processo aconteça da forma que desejamos, existem metodologias e serviços que podem ser contratados para isso. Um exemplo é o IBM Onboarding.

Para exemplificar, a IBM, apenas no último ano, contatou mais de um milhão de candidatos em todo o mundo. E, com a análise das redes sociais e algumas mudanças em processos de RH, o custo de contratação caiu aproximadamente 40%. Há poucos anos, cerca de 4 em cada 10 processos de recrutamento necessitavam do suporte de um headhunter. Atualmente, esta demanda caiu para 10%. Outras empresas, como Natura e Nextel também tem utilizado cada vez mais as midias sociais nos seus processos de contratação.

Resumindo, contratar o candidato correto é um processo crítico que demanda enorme atenção e metodologia. O preço a ser pago por uma contratação equivocada é muito grande. Os tempos são outros e é preciso ir além de uma simples análise de CV e de uma ou mais entrevistas. O uso das informações publicadas nas redes sociais ao mesmo tempo em que se implementam modificações em processos de RH pode auxiliar os gestores na busca pelo profissional correto.